Está errado, caro Pedro Arroja

Talvez devido ás suas raízes liberais, o Pedro Arroja (PA) acha que é uma falta de liberdade ser obrigado a nomear um advogado para o representar em Tribunal.

Bem, está tecnicamente correcto. O PA não é livre de fazer o que quer, e nesse sentido não é livre. Mas como uma pessoa que passa o tempo a bendizer a Tradição, o PA deveria também saber que certas escolhas são impostas e de que isso não resulta na falta de liberdade.

Também está errado quando afirma, implicítamente admito, que os advogados deveriam ser opcionais num tribunal. Que quem assim o desejar, tem o direito de se defender, ou acusar, directamente perante um juíz. Não conheço o PA, mas estou seguro de que ele seria perfeitamente capaz de se aguentar sozinho num Tribunal. Mas será assim para todos os outros cidadãos? Não será melhor obrigar todos a serem representados por um advogado a correr o risco de que alguém ser injustamente condenado por não conhecer o código civil de cor e salteado ?

E já que estou com a mão na massa, o tipo ideal de Tribunal que você aqui descreve já existem há muito em Portugal. Chama-se Julgado de Paz. Como vê Portugal é um país verdadeiramente católico, tem de tudo. Desde tribunais dominados por coorporações a tribunais inspirados no seu ideal.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *