Antes de continuar, um pequeno anúncio

Eu não concordo com o Pedro Arroja (PA) em quase nada do que ele diz. Fundamentalmente porque acredito que ele está errado. No entanto…. reconheço que partilhamos os dois os mesmos valores e as mesmas crenças. E portanto as diferenças que existem entre nós os dois são como um jogo Benfica-Sporting.  Bom para entreter a malta durante umas horas no café á volta de umas cervejas, mas nada de sério.

Isto tudo para dizer o seguinte. Nos últimos posts, o PA tem falado muito no diabo, algo que para mim sempre foi incompreensível. Como é que Deus permite que o diabo existe ? Como é que Deus permite o mal no mundo ?

A teologia cristã oferece algumas explicações. Uma primeira é que o mal é necessário para o mundo funcionar (vide Leibinitz, São Tomás de Aquinas e mais recentemente o Cardeal Schönborn). Uma outra é que nós somos o nosso próprio inferno, que nós tendo a escolha do Bem ou do Mal por vezes escolhemos o mal. E  os primeiros a sofrer com essa decisão somos nós.

Eu penso que esta última explicação se aplica bem ao Paulo Rangel e ao Toni do Ministério Público. Enquanto se entretêm a brincar aos tribunais, as crianças do São João continuam no pré-fabricado. Estes dois, tendo a escolha entre o Bem e o Mal, decidiram-se (por agora) pelo Mal.

O Costa nomeou o director de marketing da TAP ?

A julgar pela incompência demonstrada, aposto que sim. Passo a explicar.

Há um par de meses comprei um bilhete de avião, Lisboa/Bruxelas ao preço de trezentos euros.  A uma semana da data marcada para a partida, recebo um email da TAP com a oferta comercial que passo a descrever.

Em troca de pagar mais 150 euros, posso eventualmente ter a oportunidade de:

  • levar uma mala extra, que não preciso
  • usar o lounge, que não quero. Experimentei uma vez o do Eurostar e aquilo é uma tanga absoluta
  • ganhar milhas no cartão Victória que não possuo

E para cúmulo do insulto, escreveram mal o meu nome no e-mail. Que incompetência !

Está errado, caro Pedro Arroja

Talvez devido ás suas raízes liberais, o Pedro Arroja (PA) acha que é uma falta de liberdade ser obrigado a nomear um advogado para o representar em Tribunal.

Bem, está tecnicamente correcto. O PA não é livre de fazer o que quer, e nesse sentido não é livre. Mas como uma pessoa que passa o tempo a bendizer a Tradição, o PA deveria também saber que certas escolhas são impostas e de que isso não resulta na falta de liberdade.

Também está errado quando afirma, implicítamente admito, que os advogados deveriam ser opcionais num tribunal. Que quem assim o desejar, tem o direito de se defender, ou acusar, directamente perante um juíz. Não conheço o PA, mas estou seguro de que ele seria perfeitamente capaz de se aguentar sozinho num Tribunal. Mas será assim para todos os outros cidadãos? Não será melhor obrigar todos a serem representados por um advogado a correr o risco de que alguém ser injustamente condenado por não conhecer o código civil de cor e salteado ?

E já que estou com a mão na massa, o tipo ideal de Tribunal que você aqui descreve já existem há muito em Portugal. Chama-se Julgado de Paz. Como vê Portugal é um país verdadeiramente católico, tem de tudo. Desde tribunais dominados por coorporações a tribunais inspirados no seu ideal.

Yeah yeah,users are dumb and what not

The spread and reach of Wcry has provided yet another opportunity for the software developers crowd to laugh at the poor security practices at companies.  If only dumbass users would stop opening Word attachments they receive in emails. If only the IT people would keep systems updated  and properly manage the company’s intranet.

The fact is that pointing fingers is dam easy, but actually understanding how your users behave in the wild is quite different.

I have worked in a company that was hit with ransomware at least twice in the space of a few months. My colleagues suspect that there were more incidents, but the persons affected were too ashamed to ask for our help. Think what you may of users, the fact is not everybody knows they have a virus or that ransonware is slowly encrypting their system. My wife, for example, had a virus in her Macbook (yes Mac, the one conventional wisdom says it is so good that it has no virus, malware and such) for months and only complained to me when her computer became unusable.

Another thing that most people don’t realize is that updating an operating system can break your maintenance contract or even cause a malfunction. Hospitals, for instance, usually have expensive equipment that runs software on top of Windows or Linux. The act of patching a security flaw first needs approval from the vendor, which in turn might need to re-apply for a (costly) certification of their product.  So while you simply need to enable automatic updates in Windows, any serious company  needs to go through lots of red tap and non-negligible costs and down time when they patch their systems.

Finally, developers should look hard at a mirror when pointing fingers. I have seen countless times people adding nice, cool features, without pausing to think about the security implications let alone discussing them with the business side of the company. It is true that the vast majority of developers don’t have the skills or training to factor in security concerns when they are coding. But just like users should stop blindly open Word attachments, developers should stop believing that security is not their problem.

A arte de mentir dizendo a verdade

O relatório produzido pela empresa gestora do SIRESP, disponível aqui, diz preto no branco que nenhuma das antenas ficou fora de serviço durante o incêndio. No entanto os jornais dizem que a rede falhou, aqui o DN, ali o Observador e acolá a RTP.  Os bombeiros assim dizem ao Público, confirmam ao Expresso e repetem na SIC. À primeira vista pode parecer que a SIRESP está a mentir, quando na verdade estão apenas a falar de coisas diferentes.

Primeiro vamos ao óbvio, parte dos dados no relatório estão cozinhados. São definidos três períodos de tempo com durações diferentes, o que dificulta a comparação, e o relatório tem o cuidado de usar sempre a média para medidas de performance.  A performance das antenas em modo local não é descrita em lado nenhum. Tal como em lado nenhum se define o que é uma falha, o que é conveniente para lançar a confusão.

A única medida de performance que se define é o número de busies, isto é, o número de vezes que um utilizador tenta comunicar e não consegue porque a rede está ocupada. Pondo no lixo as tabelas e os valores médios, que é onde eles merecem estar, concentremos o olhar nos gráficos que estão no relatório.

O que salta logo à vista é que quando uma antena passa a modo local, as vizinhas levam com um acréscimo de tráfico. Isto é perfeitamente normal que suceda e a não ser que a rede SIRESP esteja dotada de poderes mágicos, não vejo como poderia ser de outra forma.  É também evidente que apesar de em média, a rede ter tido um número de busies bastante baixo, algumas das antenas na zona exibiram rácios busies/chamadas entre 20% a mais de 100% (sim mais de 100%) durante algumas horas.

A conclusão que tiro do relatório é que a rede está francamente mal dimensionada para uma catástrofe das dimensões de Pedrógão Grande. A olhómetro, diria que cada antena permite um máximo de 500 (arriscaria até o número mágico de 512) chamadas/hora, ou seja cerca de 1000 (ou o número mágico 1024) utilizadores por hora. Para comparação, durante o pico do combate ás chamas estiveram no local 2000 homens.

Portanto, o SIRESP falhou ? Depende do que se entende por falhar. É verdade que a rede esteve sobrecarregada durante os incêndios, o que na prática se traduziu por muitos utilizadores não serem capaz de comunicar. Mas não consigo perceber como poderia ser diferente não existindo antenas redundantes (isto é antenas móveis e com capacidade de comunicar por satélite).  O ponto chave é que a gestão da rede está a ser mal feita e o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. O que é pena porque, do ponto de vista técnico, o SIRESP parece ser do melhor que há.

 

 

É irritante

O Pedro Arroja (PA) é, depois do Salazar, a persona mais non-grata do nosso país. Muito por graça dos comentários que tem feito. Desde os negros serem calões que só gostam de sexo, das esganiçadas do Bloco ao advogadozeco de vão de escada, o PA tem coleccionado ódios e processos em tribunal.  Até aqui nada de anormal.

Infelizmente o Pedro Arroja está á frente do projecto da nova ala pediátrica no São João. Como é imperdoável para a elite um (segundo eles) troglodita estar a gerir uma obra de caridade, embargaram-lhe o projecto . E as crianças ? As crianças que se lixem.

Nota: aconteceu o mesmo ao Gentil Martins, um cirugião reputado por separar gémeos siameses. Bastou dizer que considera a homossexualidade como uma doença, para que caíssem em cima queixas na Ordem dos Médicos. Toda uma vida dedicada à medicina e agora caiem-lhe em cima por se expressar.

Tremem

O Paulo Rangel, como qualquer cidadão que se aventura na política, ainda não se levantou e já foi insultado e injuriado uma centena de vezes. Não percebo portanto porque é que decidiu levar o Pedro Arroja a tribunal.

Não devemos de insultar os outros ? De acordo. Os políticos merecem um respeito especial devido á posição que ocupam ? Correcto. Mas o que fazer quando os políticos são hipócritas ?

O Paulo Rangel critica no Público as promiscuidades ente políticos e empresas.  Mas o mesmo é sócio fundador da CuatreCasas, que tem negócios com o Estado. Em que ficamos ?

Um conselho ao Paulo, na verdade dois. Primeiro olhe-se ao espelho. Segundo, esforce-se por escrever num português mais cuidado.  O António Aleixo era semi-analfabeto e isso nunca o impediu de se saber expressar muito bem.

E os números do totoloto são…

Rui Albuquerque está certo de que o Macron ganha agora as presidenciais e a Frente Nacional as  vai ganhar daqui a 5 anos. Pode ser que sim, pode ser que não.

Esquece-se que o Macron terá 5 anos para mostrar o que vale. É certo que não tem partido, mas tem os padrinhos certos o que vai dar ao mesmo.  E quando começou poucos, ou mesmo nenhuns, lhe davam sequer a hipótese de ir a eleições quanto  mais chegar á segunda volta.

Esquece-se que a Le Pen ainda pode ganhar as presidenciais agora. Afinal a distância para Macron é pequena.

Esquece-se que os franceses andam fartinhos da racaille vai para anos, não é de agora, e isso não os tem feito votar em massa na Frente Nacional.

Enfim, esquece-se que em 5 anos muita água vai passar debaixo da ponte. Até lá que não lhe doa a barriga.

Vamos então discutir o mundial de curling ?

Cara Sra. Dona Maria Mónica Filomena,

Se você pretende discutir ou polemizar sobre um assunto, não comece por afirmar que não percebe nada sobre o dito cujo.  Faz tanto sentido como eu pegar-me de razões por causa das previsões do Vic Rauter ou o Russ Howard para o mundial de curling.

Primeiro, porque não a ajuda em nada dado que, como você bem o afirma, está a meter a foice em seara alheia. E segundo, porque o único caminho que lhe resta é o ataque ad hominem, como ficou bem espelhado no resto do seu texto.  Em resumo, é caminho certo para a parvoíce.

Quanto ao assunto em si, estou-me nas tintas.

 

Introdução á negociação

à atenção do Rui Ramos:

Numa negociação, aquele que está disposto a levantar-se da mesa sem acordo é o que tem o maior poder negocial.

Os nossos amigos britânicos, assim que entregaram a carta a pedir a saída iniciaram a contagem decrescente que termina daqui a dois na sua saída efectiva da UE, haja ou não acordo entre as partes. Não estão portanto em posição de sair da mesa enquanto não existir acordo. Ou em bom português, o Reino Unido pôs-se a jeito para levar uns calduços.

Era bom que fosse diferente, e o Reino Unido não fosse maltratado ? Era, mas foi o Reino Unido que quis sair, ninguém os forçou. E foi o mesmo país que entregou o pedido de saída menos de um ano após o referendo. Ou conseguiram planear uma estratégia de negociação em tempo recorde, ou são azelhas.  O tempo, como sempre, o dirá.